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Fragrância de Vida

 

2 Coríntios 2:14-16

14.Graças, porém, a Deus, que, em Cristo,

sempre nos conduz em triunfo e,

por meio de nós, manifesta em todo lugar

a fragrância do seu conhecimento.

 

15.Porque nós somos para com Deus

o bom perfume de Cristo,

tanto nos que são salvos

como nos que se perdem.

 

16.Para com estes, cheiro de morte para morte;

para com aqueles, aroma de vida para vida.

Quem, porém, é suficiente para estas coisas?

 

A Bíblia escrita em linguagem humana, lógica, racional, composta de signos intelectivos é tão rica em metáforas dispostas criativamente pela inspiração do Eterno, que além das faculdades cognitivas abstratas se fazem perceber também sensorialmente nos sentidos de menos uso pelas pessoas, como o olfato.

O apostolo Paulo em 2 Coríntios 2:14-16 tratando de questões imediatas de seu contexto histórico e geográfico, abrange assuntos teológicos e práticos aplicáveis a amplo espectro da vida cristã, e para tanto lança mão da imagem olfativa do “bom perfume”, desenvolvendo idéias a partir de três outras figuras: O Triunfo Romano – A Oferta Agradável – O Mercador.

“Perfume” nas Sagradas Escrituras é um sinal da presença de Deus, de vida, de plenitude, de prazer e alegria. Inúmeras passagens descrevem essa experiência sensorial agradável no jardim fechado da inocência, na relação dos enamorados, na oferta agradável, na unção do Espírito Santo (ato de conceder vocação), no conselho do amigo, no altar de incenso (de orações), no santo dos santos (lugar da presença íntima de Deus).  Enquanto a expressão “mau cheiro”, que ocorre apenas quatorze vezes, em oposição tem o significado de maldição, contaminação, degeneração, destruição, repugnância do estado de enfermidade, morte e juízo.

 

 Hummmm!!! Haaarrrrr!!! Que bommmm! Isso cheira bem!

 

A Bíblia escrita em linguagem humana, lógica, racional, composta de signos intelectivos é tão rica em metáforas dispostas criativamente pela inspiração do Eterno, que além das faculdades cognitivas abstratas se fazem perceber também sensorialmente nos sentidos de menos uso pelas pessoas, como o olfato.

O apostolo Paulo em 2 Coríntios 2:14-16 tratando de questões imediatas de seu contexto histórico e geográfico, abrange assuntos teológicos e práticos aplicáveis a amplo espectro da vida cristã, e para tanto lança mão da imagem olfativa do “bom perfume”, desenvolvendo idéias a partir de três outras figuras: O Triunfo Romano – A Oferta Agradável – O Mercador.

“Perfume” nas Sagradas Escrituras é um sinal da presença de Deus, de vida, de plenitude, de prazer e alegria. Inúmeras passagens descrevem essa experiência sensorial agradável no jardim fechado da inocência, na relação dos enamorados, na oferta agradável, na unção do Espírito Santo (ato de conceder vocação), no conselho do amigo, no altar de incenso (de orações), no santo dos santos (lugar da presença íntima de Deus).  Enquanto a expressão “mau cheiro”, que ocorre apenas quatorze vezes, em oposição tem o significado de maldição, contaminação, degeneração, destruição, repugnância do estado de enfermidade, morte e juízo.

 

O Cortejo Triunfal de Cristo

 

O primeiro argumento para reconhecer o apostolado genuíno, o verdadeiro servo de Deus que em todo lugar manifesta a fragrância do conhecimento de Cristo, é sua identificação com o “Triunfo de Jesus”.  Conforme o comentário de William Barclay, sobre o texto bíblico em análise:

“Na mente de Paulo está a imagem de um triunfo romano e de Cristo como um conquistador universal. A honra mais alta que se podia dar a um general romano vitorioso era um triunfo. Antes de ganhá-lo tinha que satisfazer certas condições. Tinha que ter sido o comandante em chefe real no campo de batalha. A campanha tinha que ter terminado por completo, a região pacificada e as tropas vitoriosas deviam ter retornado ao lar. Ao menos cinco mil inimigos teriam que ter morrido num confronto. Devia-se haver ganho uma extensão positiva de território, e não valia simplesmente ter evitado um desastre ou rechaçado um ataque. E a vitória teria que ter sido sobre um inimigo estrangeiro e não tratar-se de uma guerra civil.”

No triunfo seguiam a procissão em tributo do general vitorioso entre outros participantes, os sacerdotes com seus incensários onde queimavam o doce perfume que enchia toda a cidade e impregnava de entusiasmo e gratidão o povo que fora cumulado de riquezas e poder. Tal qual o cidadão romano, o cidadão celestial exala o frescor da gratidão, pois Deus em Cristo conquistou para ele  uma pátria superior, isto é, celestial. (Hebreus 11:16)

Desde que pecou o ser humano foi desterrado do jardim onde o Senhor o pusera para guardar e cultivar, desde então anda errante exalando o fedor da morte do pecado. O homem iniciou no livro de Gênesis num jardim (Gênesis 2:15) e terminou morto dentro de um caixão no Egito. (Gênesis 50:26).  Quem recebeu a fragrância do conhecimento de Cristo, recende gratidão que é mais do que reconhecimento, que estar agradecido. “Charis” (graça) transcende ao conceito teológico de “favor imerecido”, refere-se aos efeitos maravilhosos da presença redentora de Deus na vida do crente.

Radiantes e perfumosos somos conduzidos no “Triunfo de Cristo”.  Essa é a ênfase correta da estrutura gramatical do texto: O Triunfo não é nosso; nem se quer dizer que Cristo nos faz triunfar. O Triunfo é de Cristo, ele é o supremo vencedor, ele triunfou na cruz. (Colossenses 2:15)  No triunfo havia dois grupos de conquistados por Roma; os que aceitaram as condições de paz e fizeram aliança e os rebeldes que estavam condenados à morte.  Os que aceitam a “pax” divina através de Cristo se alegram com o fumo da vitória de Jesus, transpiram e transmitem o evangelho da vida eterna, porque tem em si a essência do seu conhecimento.  Nos versículos anteriores (2 Coríntios 2:12-13), Paulo afirma: “Cheguei para pregar o evangelho de Cristo”.  Só o evangelho é perfume refrescante, a religião é expressão humana subjetiva, noticia velha de autojustificação, é a “mosca no unguento do perfumista”: “Qual a mosca morta faz o ungüento do perfumista exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia.” (Eclesiastes 10:1)

Sem Jesus só resta aos homens a podridão da morte e na morte de Cristo encontramos o perfume da vida. João em duas passagens contíguas ilustra de forma belíssima essa verdade: Em João 11 na ausência de Jesus Lázaro adoeceu, morreu e ficou sepultado por quatro dias, sua irmã Marta sem entender a ordem de Jesus; retirem a pedra que fecha o túmulo, como também os discípulos e a multidão que os rodeava sofriam de anosmia (perda do olfato) da fragrância do conhecimento de Jesus; disse: “Já cheira mal”.  Para Jesus há jeito até para morte, da sua presença fogem o fedor da morte e anosmia teológica, se faz sentir a suave fragrância de vida. O bom perfume de Cristo era notoriamente percebido, e não se podia negar, onde menos se podia esperar, na página mais terrível e sofrida da história da humanidade descrita a partir do capítulo 12 de João, quando Jesus na mesma cidade de Betânia antes da entrada em Jerusalém, os primeiros passos para cruz, na casa de Simão foi ungido por Maria com um preciosismo e caríssimo perfume de nardo puro. Maria em memorável ato de consagração derramou sobre a cabeça do Mestra todo o conteúdo de um vaso de alabastro. É da cruz, de onde quem não conhece menos esperar, que emana o “Bom Perfume de Cristo”.  Este mais precioso ainda que aquele nenhum perfumista humano pode formular.  No túmulo nunca usado, localizado no meio de um jardim, preparado por José de Arimatéia e Nicodemos, não mais incógnitos, envolveram o corpo do Senhor em lençóis com aromas, cerca de trinta e quatro quilos de um composto aromático de mirra e aloés.  Tão perfumosa assim em local idílico, não parece nem uma cena de morte, pois essa é a consumação da vida aos homens. Passado o sábado, nem nascido o sol as mulheres trazendo mais aromas ainda, vieram ao jardim para embalsamá-lo, entretanto foram as primeiras testemunhas da ressurreição. Jesus ressuscitou, venceu a morte com sua podridão. Anunciai o “Bom Perfume de Cristo”. Manifestai em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.  Aqui inicia o seu Triunfo.   

 

A Oferta Agradável a Deus

 

No Antigo Testamento Deus prescreveu ao povo de Israel ordenanças pelas quais o fiel seria aceito quando dele se aproximasse.  Deveria trazer uma oferta; quando a oferta era bem recebida, repetidamente era dito que foi de “aroma suave”, “agradável”. Erram indicados óleos e substâncias aromáticas detalhadamente, mas mesmo com a exatidão dos componentes e rituais, se o ofertante não procedesse bem, a oferta não seria de “cheiro suave” a Deus, seria “repugnante” (Oséias 6:6). Todos os sacrifícios do passado, ofertas, prefiguravam o único sacrifício aceitável, o sacrifício de Jesus na Cruz. O pecador só é aceitável a Deus através deste único e eterno sacrifício.  Nós, com nossos pecados provocamos asco em Deus, em Jesus somos para com Deus o bom perfume de Cristo.

O profeta Isaías afirma que as nossas justiças não como “trapo da imundícia”:

“Sais ao encontro daquele que com alegria pratica justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos; eis que te iraste, porque pecamos; por muito tempo temos pecado e havemos de ser salvos? Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.”

(Isaías 64:5-6)

O ser humano está morto em seus delitos e pecados, para Deus espiritualmente é cadáver ambulante, zumbi de carne, e não há nada mais fétido que um corpo em decomposição.  Mas o que vem a Jesus em arrependimento e fé recebe a vida eterna se torna nova criação. Deus não vai aspirar mais a enauseante emanação da podre justiça própria, mas sentirá em nós o bom perfume de Cristo.

Algumas pessoas se conhecem pelo cheiro, na Bíblia há exemplos como o de Jacó (enganador) quando se aproximou do pai Isaque, vestia as roupas de Esaú para não ser amaldiçoado.  Isaque aspirou o cheiro do filho amado e cego abençoou Jacó.  Quando admitimos nossa condição de pecadores repugnantes ao Pai Celestial e nos revestimos pela fé da justiça de Jesus, passamos a ser agradáveis a Deus.  Daí por diante o destino dessa pessoa muda do inferno, “guéenna” (Mateus 23:15 e 33), uma espécie de lixão para onde irão todos os ímpios para o paraíso, lugar aprazível de atmosfera perfumosa para os que esperam nas promessas de Jesus. (Lucas 23:43; Apocalípse 2:7)

Você já foi no lixão da sua cidade? Que atmosfera terrível! Quando se sai de lá, tem-se a impressão que a aura do lugar permanece em nossas roupas e sapatos, parece que aderiu à pele. (Imagine que tem gente que vive lá.) Apesar de já ter sido purificado por Cristo, alguns crentes trazem da “guéenna” ou voltam lá de vês em quando trazendo um cheirinho nauseabundo que exalam em seus relacionamentos com os outros; falhas de caráter difíceis de livrar, maus hábitos grudentos, comodismos fétidos, maus hálitos no modo de falar, procedimentos de gambá, odores incômodos detestáveis.  Em Colossenses 4:2 Paulo exorta a duas irmãs esforçadas pelo evangelho chamadas Evódia, cujo novo quer dizer “bom perfume” e Síntique, nome que trás a idéia de “cooperação” e “intimidade” a que pensem concordemente e ainda solicitar ao pastor da igreja que as ajude nisso.  Vejam só irmãs tão virtuosas, mas em seu relacionamento, não cheiravam bem! Será que cultivavam aquela mau cheirosa raiz? A raiz de amargura que contamina a muitos. (Hebreus 12:15) Na igreja há o trigo e o joio, e o que os diferencia é o cheiro; o significado do nome “joio” é “semente mau cheirosa”.

 

A Figura do Mercador

 

A palavra traduzida no verso 17 de 2 Coríntios 2 por “mercadejando” (a Palavra de Deus) se refere à atividade de uma categoria de comerciante que adulterava a mercadoria vendida no intuito de levar vantagem, por isso se tornava detestável, o termo tem forte conotação negativa.  Essa noção aplicada ao ministro religioso revela um sujeito mais abjeto ainda, diz respeito ao que adultera a mensagem em seu benefício, assim atraindo sobre si agravada condenação mais pesada sentença que a prolatada ao mascate infiel.

Quando o povo de Israel foi liberto da escravidão no Egito, saiu com ele de lá, um populacho que ao menor sinal de escassez, murmurava, e o povo seguia-lhe o mau exemplo. O Senhor não levando em conta a incredulidade de renitente queixume, supria-lhes de meios para seguir adiante, de água, de variado cardápio. Mas lhe orientava a colher apenas o “maná cotidiano” esperando em fé na provisão divina.  Entretanto entre eles haviam uns que se achavam mais espertos que Deus e colhiam em excesso. Talvez pensassem: Quem sabe, Deus faltará com sua Palavra não mandará o alimento no outro dia? Ou especulavam: Quem sabe, se amanhã faltar, teremos para vender? Só que o que foi colhido em demasia apodreceu, e deu bicho, e fedeu. A catinga denuncia os espertalhões que procuram tirar proveito pessoal, levar vantagem do que é a bênção para todos. Não somente nos dias do êxodo ou do apóstolo Paulo, na Igreja Cristã atual proliferam esses mascates infiéis.

Em oposição a essa idéia Paulo “fala na presença de Deus, da parte do próprio Deus” com sinceridade; em suma, é “transparente” ( eilikrineia ) o ministro que aprovado pelo Senhor, provado pelo escrutinio de Cristo, não por tribunal humano, nem pela própria consciência, não revela mancha de impureza é translúcido como um cristal perfeito.

Por um momento voltemos ao “triunfo romano”, figura mencionada no início. Haviam naquela procissão dois grupos de sentenciados: Os que já estavam condenados à morte e seriam executados ao final do cortejo, e os que aceitaram as condições de paz de Roma e já estavam indultados. A nuvem de incenso que os envolvia era cheiro de morte para os primeiros e aroma de vida para a vida dos que receberam clemência. No triunfo de Cristo essa dicotomia é com clareza expressa no Evangelho de João capítulo 3 do verso 18 em diante:

“Quem crê nele não é condenado;

mas quem não crê já está condenado,

porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.”

O mascate da fé como dizem os versos que sucedem a esse, rejeita a Luz, esconde-se nas sombras para que não sejam argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade se aproxima da Luz para que suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus. Já esta distinção entre quem é ministro da verdade e do engano não é a primeira vista percebida, pois o falso usa “perfume francês fabricado no Paraguai” que logo perde a fragrância e se nota o “Piché”, ou usa do inebriante “lança perfume” da emoção que distorce a capacidade de discriminar, os que seguem esse “faro” também serão condenados.

 

O texto de nossa reflexão é concluído com uma pergunta: “Quem, porém, é suficiente para estas coisas?” A palavra suficiente também poderia ter sido traduzida por “adequado, apropriado, competente, qualificado, capaz, ou de acordo com o padrão. Cada um responda por si em que condição que se encontra perante Deus. Qual sua posição no cortejo do triunfo de Cristo? Suas ofertas são de aroma agradável? Será que entendemos a severidade dessa mensagem ou preferimos continuar nos enganando. Talvez fosse mais cômodo? Mas isso não me cheira bem!

Pr. Agostinho Chagas Neto

IGREJA BATISTA VERDE

Por AGOSTINHO CHAGAS NETO
Categoria Mensagem
Ter, 14 de Maio de 2013 01:02
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Última modificação em Seg, 15 de Julho de 2013 09:54

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